Dr. Alexandre Sousa - Cadiologia

Orientações Médicas

O coração dói?


Existe um que diz que o coração não dói, na verdade ele dói sim, e não é de amor! A dor do coração se chama angina e é usada para designar a dor ou sensação de desconforto no peito, causada pela redução do fluxo sangüíneo ao coração.

Conforme já vimos em outra seção, o estreitamento dos vasos coronarianos, responsáveis pela oferta de sangue (e de seus nutrientes) para o músculo cardíaco, leva a uma isquemia, situação onde a oferta de oxigênio ao músculo, se torna insuficiente, levando a um metabolismo sem oxigênio, o que leva a produção de ácido láctico, que leva a sensação de desconforto ou dor que pode ser sentida no peito, costas, braços ou mandíbula.

Este fenômeno é similar ao que ocorre quando se acumula esta substância quando nos exercitamos além de nossa capacidade, o sangue não é suficiente e o acúmulo deste ácido láctico leva a dor no dia seguinte ao esforço mais intenso do que o que estamos preparados. A diferença é que no caso do coração, a sensação é mais intensa e no momento em que ocorre a falta de oxigênio e nutrientes, e costuma ser limitante no caso da realização de atividade física (também chamada neste caso de angina estável).

Como já dito, esforços físicos (subir escadas, caminhar longas distâncias ou outros grandes esforços) ou fortes estresses (emoções), podem precipitar uma crise de angina. Nestes casos, geralmente a dor é aliviada com o repouso. Esse tipo de crise é descrita como angina estável, pois acontece de forma previsível e, apesar de significar que o indivíduo é portador de lesão obstrutiva de coronárias, não significa necessariamente risco imediato de infarto.

Quando a dor no peito ocorre de forma inesperada, após esforços menores que os habituais, ou até mesmo em repouso, isto pode ser uma angina instável. Neste caso o risco de evolução para um infarto do miocárdio é consideravelmente maior e por isto deve ser tratada como uma emergência.


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